“Sonho com o dia em que cada cristão de nosso país, em cada denominação evangélica, faça uma análise de sua vocação pessoal e se pergunte: para o que é mesmo que eu fui criado?” (Débora Fahur).
O texto a seguir é uma síntese de capítulo desenvolvido no livro, Jardim da cooperação: evangelho, redes sociais e economia solidária, 2008. Número e título do capítulo: 9. A Formação de Redes para o Desenvolvimento do Terceiro Setor, dos autores: Cristiano R. Heckert e Márcia T. da Silva. SÍNTESE.
O fim do séc. 20 e início do 21 representam uma descontinuidade histórica comparável aos séculos 16 e 19, sendo um período que requer um novo paradigma de administração, a partir dos elementos da Informação e Comunicação. Diante disto, Redes de relacionamento promovem uma produtiva Conexão aos Gestores a partir de seus semelhantes Códigos de Comunicação - seus valores iguais. Os “Nós” da Rede são as Organizações e Gestores e as “Teias” que a entrelaçam são os Fluxos de Informações.
Nesse contexto, Falconer (1999) propõe alguns Itens de análise distintos para gerar um conceito apropriado a uma administração do Terceiro Setor, os quais serão o conteúdo das informações a serem compartilhadas e desenvolvidas numa Rede útil e eficaz para a promoção do avanço da gestão. Itens: Transparência; Capacidade de Captação; Serviço eficaz ao necessitado; e Articulação de Apoiadores. As Informações essenciais de Gestão do Terceiro Setor e os consequentes Benefícios advindos de sua conexão em Rede, seriam assim articulados: - Accountability, sendo a Transparência que será desenvolvida pela Articulação e informação, dando Credibilidade e Publicidade; - Sustentabilidade, que será fortalecida pela nova Capacidade de Captação através de um Compartilhamento de Recursos e Oportunidades; - A Qualidade dos serviços será incrementada por um Atendimento mais Eficaz através do fortalecimento e da ampliação de atividades mediante ações conjuntas; - e, A Capacidade de articulação em Redes diversas gera uma troca de conhecimento e aprendizados amplos aos atores.
Dessa forma, A REDE deve propiciar uma troca destes conhecimentos que venha gerar informações para a transformação da gestão e da atuação das Instituições, sendo então, uma Inteligência Coletiva, oriunda do conhecimento ampliado dado pelos múltiplos participantes em seus ambientes variados de atuação.
Enquanto valor essencial para a maior e boa conexão, deve-se anotar a importância da “MISSÃO, (valor) que aglutina profissionais, voluntários e financiadores, direcionando os esforços de todos para o seu cumprimento”. “Quanto maior a convergência de Propósitos entre eles, maior a chance de a rede ser bem sucedida.”
Portanto, “a formação de redes entre as organizações deve” otimizar as informações destes itens de administração e gerência do Terceiro Setor, a fim de gerar um Serviço Eficiente na existência e gestão da própria rede. Afinal, a Rede de Conexões deve ser uma agência de Relacionamentos dos próprios Gestores, vistos como apoiadores entre si, a partir de suas agendas e atividades comuns, conforme o propósito e missão que os congrega nas atividades.
Ainda, enquanto um destaque dos ganhos oriundos da Rede, vemos a Transparência como sendo uma Responsabilidade essencial da Administração do Terceiro Setor; que será evidenciada, enquanto que as Ações fragmentadas de um mesmo serviço ofertado às vezes num mesmo local por instituições diferentes gera fragilidade do atendimento e da instituição; algo que será tratado nas conexões.
CONCLUSÃO. “A articulação em redes pode trazer grandes benefícios para as organizações do terceiro setor. Amplia visibilidade e alcance das ações, com o compartilhar de recursos, conhecimentos e experiências. No entanto, é preciso entender os elementos próprios do Terceiro Setor diante dos setores público e privado, para que essas características sejam tratadas adequadamente no estabelecimento da Rede, sendo um aspecto fundamental em seu sucesso." (Brito org., 2008, p. 139-151). "Vocês são a luz do mundo. É impossível esconder uma cidade construída no alto de um monte (...) Da mesma forma...
SOLIDARIEDADE E FÉ. O desenvolvimento do Cristianismo no Império Romano durante as epidemias dos séculos 2 e 3.
“Sonho com o dia em que cada cristão de nosso país, em cada denominação evangélica, faça uma análise de sua vocação pessoal e se pergunte: para o que é mesmo que eu fui criado?” (Débora Fahur). O texto a seguir é um resumo de capítulo desenvolvido no livro, Jardim da cooperação: evangelho, redes sociais e economia solidária; "O cristianismo como rede de solidariedade", de Gustavo A. Leal Brandão. “A igreja cristã primitiva foi um dos primeiros movimentos de alcance social abrangente e organizado, baseado na reciprocidade, redistribuição e no núcleo familiar." (p. 63). Não há como negar o crescimento extraordinário do cristianismo por todo o império romano a partir do século 3. O professor Rodney Stark estudou as razões sociológicas que oportunizaram a conversão de milhões de cidadãos do império, na ação do Espírito Santo, concluindo que, “a generosidade cristã e a ênfase na reciprocidade transformaram o movimento inicial em um eficiente sistema de apoio e ajuda, foca...
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